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5 dicas para mediação de conflitos

Mediação de conflitos é uma forma de solucionar conflitos fora do âmbito judiciário, espaço que é mais formal e mais demorado. Por isso, ela se apresenta como uma alternativa viável para diferentes casos e pessoas, sejam físicas ou jurídicas.

Os condomínios podem se beneficiar muito com a mediação, evitando criar inimizades entre moradores e se beneficiando com sua celeridade. O expediente pode ser aplicado tanto para solucionar as pendências que já existem como para evitar que outras aconteçam (em um trabalho de prevenção).

A seguir, damos 5 dicas para que essa técnica extrajudicial transcorra da melhor maneira possível para ambas as partes!

1. Siga todos os princípios da mediação de conflitos

Considerando que o síndico ou outro administrador (administradora terceirizada) exerça a função de mediador, ele deve conhecer e respeitar os princípios da mediação, os quais envolvem, entre outros:

  • a informalidade;
  • o poder de decisão das partes (não é o mediador quem decide);
  • a confidencialidade;
  • a não-competitividade (o interesse do mediador não é estimular as desavenças, mas aproximar entre si as partes discordantes).

O mediador não pode impor suas ideias, nem tomar partido. Ele pode sugerir os melhores caminhos para que a saída encontrada seja efetivamente a mais vantajosa para todos.

2. Torne a comunicação mais fluida

Se faltar comunicação satisfatória, a mediação de conflitos não terá sucesso. O mediador precisa atuar como um canal que permita que as partes se comuniquem entre si de maneira que seja possível a compreensão e o despertar de sentimentos positivos de uma em relação à outra.

Pode-se, por exemplo, relembrar os bons momentos que elas passaram juntas. Se viveram momentos de harmonia, essas ocasiões podem ser revividas e conservadas. Pode-se também realçar a importância da boa convivência entre todos os moradores e destacar as qualidades de cada um dos envolvidos.

3. Convença os envolvidos de que eles não são inimigos

Ao contrário do que ocorre nos tribunais de Justiça, onde geralmente as partes se encaram como rivais e evitam se comunicar, a não ser através de seus respectivos advogados, a mediação se propõe a aliviar qualquer tensão existente e criar um ambiente propício à reconciliação e ao entendimento mútuo.

Durante todo o processo, o mediador deve se esforçar para mostrar que as partes não são inimigas, mas estão somente enfrentando uma crise — que pode ser solucionada se cada uma for flexível e fizer concessões.

Elas podem estar frustradas, mas nem tudo está perdido. O problema pode ser resolvido; e os antigos laços, reatados.

4. Deixe os pontos claros entre todos

Quando as pessoas estão magoadas ou mantendo uma séria disputa entre si, dificilmente conseguem enxergar as coisas com clareza. Ao contrário: em geral, aumentam a gravidade dos fatos, tornando-os mais prejudiciais do que realmente são.

Outra tendência é que cada condômino procurará considerar o problema apenas sob seu ponto de vista, sem tentar compreender o outro ou a verdadeira realidade do caso. A mediação de conflitos age buscando minimizar os impactos causados pelo problema, evidenciando o que, de fato, aconteceu. Sem acusar nenhum dos moradores, mas levando-os a refletir sobre suas ações antes de decidirem.

Talvez seja necessário realizar mais de uma sessão. O importante é que as duas partes tenham tempo para pensar e acalmar os ânimos, considerando o que foi que efetivamente deflagrou o conflito — e como isso pode ser solucionado ou remediado.

5. Converse em particular com cada condômino

É importante que o mediador ouça cada parte em particular. Converse primeiramente com uma, depois com a outra, sem dar prioridade a nenhuma delas. Essa conversa pessoal possibilitará ao mediador ter uma noção mais precisa dos eventos e de sua gravidade. Poderá, assim, concluir quem realmente está com a razão — caso algum dos condôminos realmente tenha dado motivos para que o outro se sentisse lesado.

A finalidade da mediação de conflitos é pacificar e reconstruir laços. Em um condomínio, esse será um diferencial valioso, pois ajudará a comunidade a viver em harmonia, respeitando a propriedade privada de cada um e sabendo dividir o espaço comum.

Já praticou a mediação no condomínio que administra? Favoreça outros administradores! Compartilhe este artigo nas redes sociais.

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