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5 dicas para diminuir a inadimplência no condomínio

Condômino que não gosta de pagar, certamente dá muita dor de cabeça no síndico. Existem pessoas que, devido a algum motivo mais forte, atrasam o pagamento uma ou mais vezes.

Contudo existem aqueles que realmente são maus pagadores e vivem arrumando desculpas para atrasar o pagamento. O que fazer nesses casos? Quais medidas o síndico deve tomar para diminuir a inadimplência no condomínio?

Confira 5 dicas que reunimos neste post que vão ajudar diante dessa situação!

1. Agilize a cobrança

Certamente, fazer cobranças não é uma das melhores tarefas. Mesmo assim, é possível fazer isso com diplomacia e até utilizando recursos tecnológicos, como e-mails, SMS, WhatsApp, um aplicativo próprio do condomínio.

Em alguns casos, o atraso é resultante de algum esquecimento ou problema temporário — isso não faz do morador um mau pagador, nem um inadimplente. Para evitar esses problemas, o síndico deve avisar com certa antecedência a data de vencimento. O boleto para pagamento deve ser emitido e entregue com antecedência também.

No caso de atrasos, o condômino precisa receber logo um comunicado. Se ainda assim não efetuar o pagamento da taxa condominial, o síndico deve insistir e continuar a enviar os comunicados por um período de três meses.

2. Negocie antes de entrar na Justiça

Fazer acordos extrajudiciais evita conflitos mais sérios e sai bem mais barato. Além disso, pode ser mais rápido também, considerando que os processos judiciais tendem a demorar. Converse com o condômino e escute suas razões. Se fizerem sentido, a flexibilidade é recomendada e o síndico pode até esperar mais um pouco.

Se, mesmo depois de conversar e até negociar valores, o condômino ainda não pagar, o jeito é recorrer à Justiça.

3. Faça o protesto do título

Essa é uma forma mais rigorosa (ainda que seja necessária em muitas ocasiões) de reduzir a inadimplência no condomínio. Conforme a Lei Federal nº 9.492/1997, os títulos dos condôminos que estão em dívida com o condomínio podem ser protestados.

Também podem existir leis estaduais que prevejam essa possibilidade. O CPF da pessoa inadimplente também pode ser cadastrado nos órgãos de proteção ao crédito, como Serasa e SPC.

4. Defina normas e conscientize todos sobre a inadimplência no condomínio

As regras podem ajudar a controlar a inadimplência. O condomínio deve contar com estatutos bem definidos a esse respeito. O regulamento condominial deve especificar essas regras de modo que todos os moradores tenham acesso a elas, especialmente no que se refere a multas por atrasos.

É importante ainda uma campanha de conscientização sobre a necessidade de pagar em dia a taxa condominial. A inadimplência prejudica as finanças do condomínio e isso irá se refletir na qualidade de vida de cada morador, que poderá vir a sofrer com problemas na segurança, falta de manutenção nos equipamentos, problemas no uso das áreas comuns (especialmente as de lazer) e assim por diante.

O condômino deve se sentir responsável não somente por si mesmo, mas por toda a coletividade. Ao aceitar morar em um condomínio, ele sabia que existem dois aspectos a considerar: a vida pessoal e a vida coletiva.

5. Aplique regras mais rigorosas

Já existem condomínios aplicando regras bastante rigorosas para reduzir a inadimplência. Desde 2016, o novo Código do Processo Civil modificou a cobrança de taxas atrasadas de condomínio. Essas regras definem que a cobrança de taxa condominial é um título executivo extrajudicial.

Assim, os moradores inadimplentes dispõem de três dias para saldar a dívida. Se não saldarem seu débito, poderão ter seus apartamentos bloqueados e até levados à penhora. Isso também pode ser realizado na Justiça (bloqueio e penhora do imóvel), mas os gastos são mais altos.

E você, como costuma agir perante a inadimplência no condomínio? O que pensa sobre as regras mais drásticas? Faça seu comentário e compartilhe suas ideias com outros leitores!

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